sábado, 6 de agosto de 2011

“Buscando rumos certos para nossa vida incerta”



Salmos 90

12  Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.

Qual é o seu maior desejo? O que você estaria disposto a dar em troca da realização desse desejo?
Todos nós temos desejos, sonhos, aspirações... Todos nós temos coisas que queremos alcançar  e estaríamos dispostos a empreender algum esforço para poder realizar ou alcançar esse objetivo.  Diante disso surgem-nos duas outras perguntas:  Quanto nós estaríamos dispostos a nos dedicar para alcançar esses objetivos e principalmente - os nossos objetivos são as melhores coisas para a nossas vidas?
Geralmente cometemos alguns erros na busca da realização desses sonhos; muitos destes erros acontecem por causa de nossas ansiedades que nos levam a decisões precipitadas, outras vezes, estes erros acontecem exatamente por adiarmos decisões importantes, mas há ainda erros cometidos porque não ponderamos se o que queremos é o melhor para nós ou apenas um capricho de nossos enganosos sentimentos, enfim, seja por estes ou outros motivos, algo concorde por quase todos nós é, que com as decisões que tomamos queremos acertar, ou pelo menos, gostaríamos que elas fossem sempre as certas.
No versículo acima o salmista tem um desejo parecido, ele quer saber como fazer as coisas corretas, tomar as decisões acertadas, seguir pelo caminho que não lhe trará sofrimento, mas alegria, porém, para isso, ele considera pelo menos três coisas:
1.       Como as decisões envolvem um futuro que não conhecemos, precisamos da ajuda de quem conhece esse futuro, ou seja, somente Deus pode nos dar o direcionamento correto;
2.       Toda aprendizagem envolve um processo, por isso, o salmista escreve “de tal maneira... que alcancemos...” decisões sábias são sempre fruto de um caminhar maduro e com objetivos;
3.       Nosso maior desejo não pode estar nas coisas que queremos alcançar, mas no como seremos quando alcançarmos essas coisas.
 Deus quer nos ver pessoas que cresceram nEle, com Ele e para Ele; um coração sábio será aquele que esvaziou-se de si e encheu-se do conhecimento do Senhor.
Quando tomamos decisões no Senhor elas não são precipitadas, não são demoradas, não enganosas, não são erradas... mas são aprovadas por Deus e proveitosas para nós e para aqueles que estão ao nosso lado.
Soli Deo gloria!                                                          Eli Cassiano

Contentamento X Insatisfação

Mas receio que assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente da simplicidade e pureza devida a Cristo – II Coríntios 11:3
O Dr. Charles Swindol em seu livro Intimidade com o todo poderoso, afirma que uma das “fontes” dessa intimidade com Deus é a simplicidade. Vivemos em dias muito complicados que, sempre, tentam (e de fato é uma tentação) por todos os meios, nos afastar da satisfação que é sermos do Senhor Jesus, e uma das formas mais fáceis de fazer isso é o abandono do simples pela falsa pregação da sofisticação.
Queremos sempre fazer os melhores programas, os maiores eventos, ter os maiores templos, sermos os líderes mais famosos... Infelizmente também em nosso meio estamos às voltas com o querer ser o melhor, maior, mais importante e o pior com a desculpa de que tudo isso é para Deus, mas Ele não está preocupado se somos os melhores e maiores, está, antes, desejoso que sejamos aqueles que contentam-se simplesmente com o fato de termos Cristo; se estamos no maior templo, isso não faz a diferença, se temos os melhores coros, isso não nos ensoberbece,se os nossos cofres estão cheios, isso não nos torna altivos.
 O conselho de Jesus aos discípulos foi: “se alguém quer ser o maior, que seja o menor”, isso quer dizer que não são as coisas que alcançamos que devem nos trazer felicidade, mas sim àquilo que passamos a ser em Cristo, e nada do alcançarmos – como Igreja ou como crentes – deve ser maior e melhor do que o fato de um dia termos sido feitos filhos de Deus.
Continuemos a trabalhar e deixar que o Senhor faça e que toda a glória seja dEle.
Soli Deo gloria!

No mundo só se vive uma vez

Estive esta semana no Congresso de reflexão teológica da ABU (Aliança Bíblica Universitária), o tema foi: “Só se vive uma vez”. Em especial quero compartilhar uma frase do Pr. Ariovaldo Ramos em sua reflexão sobre o tema – “Só vive uma vez e, dependendo de como se vive, se vive para sempre”.
Estamos, todos nós, lutando pelas nossas vidas, corremos pra lá, corremos pra cá e, fazemos tudo isso para vivermos da melhor forma possível, mas será que  tudo o que fazemos nesta vida, onde só temos a oportunidade de viver uma vez, tem contribuído que para vivemos para sempre?
Somos cidadãos do céu, mas tantas vezes estamos nos comportando como se tudo o que realmente importasse fossem as coisas da terra, e elas são realmente importantes, mas não são as únicas coisas importantes, nem são as mais importantes, se encontramos com Cristo e esse encontro de fato mudou nossas vidas,  então precisamos viver de uma forma na terra em estejamos nos preparando para viver para sempre no céu.
Meus irmãos, com tudo o que estamos fazendo, dizendo, pensando e sendo, estamos nós vivendo com a consciência de que no mundo só se vive uma vez, mas dependo de como nós vivemos, viveremos (ainda que não no mundo) para sempre?
Que  Deus nos abençoe.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Entre dois caminhos ...

Ester 4

14  Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?

Você já se achou numa “encruzilhada” – literalmente falando – onde sem saber ao certo que caminho seguir, teve que escolher aleatoriamente e... deu certo, ufa! Pois é, mas poderia ter dado errado também.
Quantas vezes na vida lidamos com o incerto? Quantas vezes temos nossas expectativas frustradas por termos  nos iludido com uma realidade que só existia em nossa mente? Quantas vezes estamos diante de duas ou mais decisões que podem nos trazer grandes alegrias se acertarmos e, profundas tristezas se errarmos?
Pois é, a rainha Ester estava nessa “encruzilhada”, o rei fora induzido a assinar uma lei que poderia levar seu povo (os judeus) ao extermínio, por outro lado, mesmo ela sendo rainha, se tentasse ir à presença do rei sem autorização deste e, pior ainda, intercedendo pelo seu povo, também poderia ser morta.
Ester estava vacilante, com medo, angustiada, sentido-se pressionada pela situação, estava figuradamente, numa “encruzilhada”, precisava decidir, mas essa decisão poderia custar a sua vida, da sua família e do seu povo; sua escolha era entre a vida e a morte.
No texto acima transcrito vemos claramente essa situação, mas algo em especial chama-me a atenção no texto: Ester não era a única possibilidade de Deus para o povo, mas talvez, essa fosse à única possibilidade de Deus para Ester.
Quando Mardoqueu manda dizer-lhe: “... se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá... e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?”. Vejo aqui um prenuncio de que propósitos em nossas vidas existem, ainda que não os tenhamos identificado.
Ao lermos a continuidade do texto vemos que Ester, venceu o medo, falou com o rei e livrou o povo; mas fez tudo isso porque as palavras de Mardoqueu mexeram com ela, – e ambos foram impulsionados pelo Espírito de Deus – percebeu que não tinha deixado de ser uma simples escrava hebréia para tornar-se rainha por acaso, mas por propósito.
Como o espaço não é longo e o seu tempo para ler também não. Quero deixar aqui dessa história pelo menos três lições:
1.       Nos momentos angustiantes da vida, reflita se não são eles os momentos oportunos para agir;
2.       Em situações limites, temer o incerto e não agir, nos traz uma única certeza: a de que escolhemos as nossas angustias e não as possibilidades de mudança;
3.       Nós podemos escolher entre o acaso ou propósito, escolhendo o primeiro teremos sempre uma desculpa, escolhendo o segundo, teremos sempre uma possibilidade.
Eli Cassiano – refletindo o nosso tempo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Qual a relação entre o pregador e o sermão?

E. M. Bounds, em "O poder através da oração",
 "O homem faz o pregador. Deus deve fazer o homem. O mensageiro é, se possível, mais do que a mensagem. O pregador é mais que o sermão. O pregador faz o sermão. Como o leite nutridor do seio materno é a própria vida materna, de igual modo tudo o que o pregador diz está matizado e impregnado daquilo que o pregador é. O tesouro está nos vasos de barro e a riqueza do vaso nele se impregna e pode decorá-lo. O homem, o homem todo, jaz atrás do sermão. A pregação não é tarefa de uma hora. É a manifestação de uma vida. É preciso vinte anos para fazer um sermão, porque são necessários vinte anos para formar o homem. O verdadeiro sermão é uma obra de vida. O sermão evoluiu porque o homem se desenvolveu. O sermão é poderoso, porque o homem tem poder. O sermão é santo, porque o homem é santo. O sermão está cheio de unção divina, porque o homem está cheio de unção divina".
Creio que em nossos dias estamos passando por uma crise de pregadores, pois vemos pessoas assumindo os púlpitos das Igreja unicamente para fazer desabafos, acusações, mandar recados, enfim, temos presenciado péssimos sermões, porque, corroborando com E. M. Boudes, temos tido péssimas pessoas pregando.
As pessoas podem ser péssimas em primeiro lugar por causa do seu carater, pois nas suas falas tentam fazer as pessoas seguirem algo que elas não estão dispostas a pagar o preço para seguirem.
As pessoas podem ser péssimas no seu preparo, pois quantas sobem ao púlpito achando que podem falar qualquer coisa, e fazem isso, muito provavelmente porque acham que estarão pregando para qualquer pessoa (num sentido pejorativo).
As pessoas podem ser péssimas por causa de suas intenções, pois fazem do púlpito um palanque de onde tentam ganhar seguidores ou uma oportunidade para agredir aqueles a quem consideram desafetos.
Enfim, a péssima qualidade no púlpito e, é claro das pessoas do púlpito, tem contribuido para que essa Igreja do espetáculo a cada dia ganhe mais força.
Eli Cassiano - refletindo o nosso tempo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Um recado à juventude

Olá, pessoal!

Estou criando este espaço para postar idéias minhas, reflexões, textos de autores que creio serem relevantes e, de alguma forma poder contribuir para um mundo melhor, onde pessoas gostem mais de pessoas do que de coisas, e pessoas enxerguem as outras como seres iguais e não inferiores ou superiores, mas acima de tudo para todas as pessoas que lerem os conteúdos saiberem que eu creio que o cristianismo é a única solução para uma mudança completa e efetiva da humanidade!

Este é um texto que fiz no final de 2010, é o primeiro, me desculpem se a mensagem é para um data anterior, mas creio que o conteúdo é atual e para todos os dias.

Obrigado.

Eli Cassiano


Eclesiastes
Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.
10  Afasta, pois, a ira do teu coração, e remove da tua carne o mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade.

Estamos no último dia do ano de 2010, muitas expectativas ascendem em nossos corações com a chegada de um novo ano, - muitos crêem na pregação da Globo “todos os nossos sonhos serão realizados” – mas muitos outros simplesmente esperam, confiantes, um ano melhor.

Eu pessoalmente não creio que um novo ano traga algo novo para uma velha vida; creio que os dias do calendário são tão somente uma sucessão cronológica de tempo pelo qual temos que passar, e o mais triste para muitos, que passa por nós sem percebermos como passamos por eles.

Na vida não existem poções mágicas e nem dias encantados, creio sim que existam pessoas que pelas suas lágrimas, suores e temor ao Senhor, consigam milagrosamente – e não magicamente – passar pela vida com realizações, com felicidade, com superação ... com amor.

Trago um recado, baseado no texto acima, aos moços e moças que lerão este texto; o meu recado é: não esperemos que um novo ano mude nossas vidas, não esperemos que o dia 1 de janeiro de 2011 traga esperanças diferentes daquelas já existentes em nossos corações no dia 31 de dezembro de 2010, não esperemos que a 0:00 hora de amanhã apague as mazelas de todas as outras milhares de horas de 2010 e não só de 2010 mas de toda a nossa vida até então, não esperemos que o amanhã por si só mude o nosso hoje, pois amanhã, quando ele chegar,  será apenas o mesmo hoje em nossas vidas.

Bom a esta altura os que estão lendo essa mensagem, devem estar pensando que esta talvez seja uma das mensagens de fim de ano mais pessimistas que já leram, mas creiam, não é.

O texto que copiei acima demonstra que o milagre de um futuro feliz está no esforço de um presente saudável, não somos transformados pelo amanhã, mas transformamos o amanhã pelo hoje que temos.

A nossa juventude e adolescência é tempo de construir uma relação com Deus e o próximo que nos libertam da dor, do ódio, do medo, da incerteza, da angustia e de tantas outras coisas que destroem a nossa vida, por isso, não esperemos que 2011 nos traga coisas boas, se a partir de hoje não estivermos dispostos a nos renovar no Senhor. Em nossa passageira juventude, plantemos a semente do amor e temor ao Senhor em nossos corações e que venham os anos novos (20111, 2012, 2013 ....) pois a nossa esperança sempre estará no Senhor nosso Deus e os anos novos, bem esses, serão apenas mais uma oportunidade de vivermos o milagre da vida de Deus nas nossas vidas, com esta convicção, desejamos a todos:

Uma feliz vida ao lado do Senhor neste ano de 2011.