E. M. Bounds, em "O poder através da oração",
"O homem faz o pregador. Deus deve fazer o homem. O mensageiro é, se possível, mais do que a mensagem. O pregador é mais que o sermão. O pregador faz o sermão. Como o leite nutridor do seio materno é a própria vida materna, de igual modo tudo o que o pregador diz está matizado e impregnado daquilo que o pregador é. O tesouro está nos vasos de barro e a riqueza do vaso nele se impregna e pode decorá-lo. O homem, o homem todo, jaz atrás do sermão. A pregação não é tarefa de uma hora. É a manifestação de uma vida. É preciso vinte anos para fazer um sermão, porque são necessários vinte anos para formar o homem. O verdadeiro sermão é uma obra de vida. O sermão evoluiu porque o homem se desenvolveu. O sermão é poderoso, porque o homem tem poder. O sermão é santo, porque o homem é santo. O sermão está cheio de unção divina, porque o homem está cheio de unção divina".
Creio que em nossos dias estamos passando por uma crise de pregadores, pois vemos pessoas assumindo os púlpitos das Igreja unicamente para fazer desabafos, acusações, mandar recados, enfim, temos presenciado péssimos sermões, porque, corroborando com E. M. Boudes, temos tido péssimas pessoas pregando.
As pessoas podem ser péssimas em primeiro lugar por causa do seu carater, pois nas suas falas tentam fazer as pessoas seguirem algo que elas não estão dispostas a pagar o preço para seguirem.
As pessoas podem ser péssimas no seu preparo, pois quantas sobem ao púlpito achando que podem falar qualquer coisa, e fazem isso, muito provavelmente porque acham que estarão pregando para qualquer pessoa (num sentido pejorativo).
As pessoas podem ser péssimas por causa de suas intenções, pois fazem do púlpito um palanque de onde tentam ganhar seguidores ou uma oportunidade para agredir aqueles a quem consideram desafetos.
Enfim, a péssima qualidade no púlpito e, é claro das pessoas do púlpito, tem contribuido para que essa Igreja do espetáculo a cada dia ganhe mais força.
Eli Cassiano - refletindo o nosso tempo.
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